Hoje uma estrela se apagou. Cavalheiro errante retomou seu rumo e se foi. Desviou-se em direção à minha rota por um segundo e me fez feliz. Porém, uma vez errante, sempre errante. E olha que enfeitei o meu caminho com lindas flores, frutos, com a melhor música e com calorosas promessas, mas não adiantou. A minha rota, ele abandonou. Se foi, levando consigo as minhas melhores lembranças, o sorriso sincero e o brilho do meu olhar. Cuide bem disso moço.
Tudo em vão. O sonho construído com muita dedicação, carinho e com a imaginação daqueles que realmente amam restou despedaçado por uma palavra, uma única palavra. Sonho de cristal cujos estilhaços espalharam-se no ar após sua partida. Espalharam-se com tanta força que me cortaram inteira, perfurando pele, carne e alma...
Agora estou aqui, em carne viva e com o íntimo dilacerado, recolhendo no chão o pouco que ficou numa tentativa desesperada de recuperar pelo menos um caco de esperança para, enfim, continuar. Porém, essa busca só serviu para cortar ainda mais as minhas mãos. Dentre cacos, sangue e lágrimas me deparo com destroços de palavra omitida, de ilusão, de frustração mas nenhum caco de esperança.
É, acho que é hora de mudar de rota. Cavalheiro errante, pode seguir. Não há nenhum caco de esperança que me incentive a lutar por ti...
