Enfim, sensação de fracasso. Sinto que fiz escolhas erradas e hoje, sinto as consequências na pele... Pele, consequências desastrosas que esfolam minha derme, atingindo minha alma.
Mais um dia difícil, brigas. E a conclusão é sempre a mesma: não dá certo!
Mas porque o meu coração teima em insistir?
Meu corpo não responde mais, a desilusão e o desânimo mobilizam meus membros, mas o coração continua pulsando, numa tentativa desesperada de prosseguir.
Mas hoje tenho uma sensação diferente, o coração, apesar de teimoso, pulsa um pouco mais devagar, devido a “chocalhada” de hoje. Uma avalanche de palavras disparadas como flechas afiadas, atingiu o pobre coração que, agora, agoniza devido a dor de uma paixão não correspondida, incompreendida...
O que mais assusta é que a aflição habitual, pós briga, não deu as caras por aqui. Hoje o coração chora silencioso, admitindo, de certa forma, que é hora de parar. Não dá mais para seguir.
No entanto, é duro ver tantos planos – ainda que insucetíveis de qualquer realização – seguir “ralo a baixo”, rumo ao abismo das expectativas perdidas. Difícil...
Hoje me preparo para aceitar o fato de que não devo continuar. Não dá mais, chega.
Apesar de estar distante do conceito “parceira perfeita”, fiz de tudo para otimizar as coisas. Palavras engolidas, desesjos reprimidos, tudo em prol da sua satisfação, sua... Sacrifiquei todos os meus desejos de mulher, silenciando-os - mesmo que isso significasse uma auto destruição - para me adaptar ao pouco que você tinha a oferecer. Aprendi a conviver com beijos imaginários, abraços de mentira e orgamos utópicos e escondi a o produto dessa repressão – frustração – embaixo do tapete, a fim de manter a casa sempre limpa, para que você não visse nada fora do lugar.
No entanto, o vendaval de palavras agitaram a sujeira escondida e do tapete sairam todas as sensações reprimidas...
Um pesadelo. Um "flashback” de emoções revelou o quanto fui imcompreendida e desvalorizada. Eu tinha tanto para oferecer, tanto...
Reservei pra ti os meus profundos e calorosos suspiros, mas hoje posso ver que todo o carinho que guardei foram esquecidos, ou melhor, ignorados porque não se esquece de algo que sequer foi lembrado. Afinal, consideração pra que?
Será que vale a pena viver assim?
Sim a culpa é minha, toda minha. Você nunca me prometeu nada, não precisa repetir.
O “enxoval” de boas qualidades foi feito por minha própria conta, minha inciativa, só minha. Só que hoje é diferente, não quero mais dispensar minha compreensão, paciência, carinho e admiração a uma pessoa que, a todo instante, me recrimina, marginaliza e me empurra para o fundo do poço. Chega, hoje quero me amar!
Sei que vai ser difícil, mas vou conseguir. A partir de hoje o coração está em quarentena. Sim, vai se curar para prosseguir, mas não mais em função de ti, não mais.
quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010
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